Programa Na Mão Certa

11º Encontro Anual Na Mão Certa reforça a importância do enfretamento da exploração sexual de crianças e adolescentes

Evento contou com falas de porta-vozes da Childhood Brasil, além de representantes do Sest Senat e da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente

Fotos: Romero Cruz

Na última segunda-feira (4), aconteceu em São Paulo a 11ª edição do Encontro Anual do Programa Na Mão Certa, iniciativa da Childhood Brasil que há mais de uma década atua no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras. Por meio do Programa, a instituição convida empresas e entidades empresariais brasileiras a assinarem o Pacto Empresarial Contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras, que já alcançou mais de 1.600 signatários.

Realizado no Teatro SESI, no prédio da FIESP, parceira da organização desde o início do Programa, o evento reuniu representantes de governos, sociedade civil, empresas multinacionais, entidades empresariais, concessionárias de rodovias, gerenciadoras de risco, distribuidoras de combustíveis e transportadoras de todo o Brasil, além de parceiros estratégicos como a Polícia Rodoviária Federal e o Sest Senat.

 


Eva Dengler, Gerente de Programas e Relações Empresarias da Childhood Brasil

Com uma proposta intersetorial para debater o enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas, o encontro foi marcado pelo tema “Somos todos agentes de proteção”. Foi sob esse mote que Eva Dengler, Gerente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil - e neste ano também mestre de cerimonias do evento - deu boas-vindas a todos os convidados e ressaltou o compromisso da instituição em trabalhar de forma continuada, estimulando práticas sustentáveis junto ao setor privado, até que seja possível erradicar o problema. “Há muitos anos esse dia se tornou especial para todos nós. Ele fica na memória por muito tempo. O Programa Na Mão Certa trabalha há mais de 10 anos no enfretamento da exploração sexual nas estradas. E isso é maravilhoso! Mas, apenas porque temos visto muitas mudanças. Não é bom quando pensamos na causa em que trabalhamos. Algum dia não vamos querer mais trabalhar com isso. Por isso, precisamos que mais transformações aconteçam, pois isso tem que acabar. Nos reunimos hoje aqui com esse propósito”, declarou.


Heloisa Ribeiro, Diretora Executiva da Childhood Brasil

A abertura do encontro também contou com fala da Diretora Executiva da Childhood Brasil, Heloisa Ribeiro, que lembrou que 2017 foi um ano de adversidades como nação e como país, mas que a instituição teve ao lado parceiros que garantiram avanços importantes para o Programa Na Mão Certa: “Nós nunca nos acostumamos com as histórias que ouvimos. Elas sempre nos entristecem e nos causam dor, mas nós temos ferramentas para lutar contra elas, e temos uns aos outros para nos apoiar e seguirmos em frente”. Heloisa frisou o trabalho consistente que a organização vem fazendo no país desde sua fundação, fomentando a influência positiva na agenda de proteção da infância e da adolescência, para que mais vidas sejam transformadas, por meio de iniciativas como o Programa, que se destacam pela multiplicação de conhecimento, pelo impacto na causa e pelo compromisso com os resultados. “Desde que nossas atividades representem algum tipo de transformação, desde que seja possível canalizar todo esse sentimento de indignação e revolta em algo que traga esperança, mudanças positivas, eu não teria nenhum receio, nenhuma dúvida de que esse seria o lugar onde eu deveria estar”, completou.

Heloisa trouxe ainda à discussão a questão da invisibilidade da causa e os desafios da sociedade em enxergar crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e assumir a responsabilidade sobre o bem-estar e a proteção das populações mais jovens. Dessa forma, finalizou celebrando uma luta que começa a se refletir mundialmente, entre as 169 metas e os 17 objetivos que compõem a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do compromisso 16.2 que pretende “acabar com abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças”.

Ainda participaram da solenidade de abertura a Diretora Executiva Nacional do Sest Senat, Nicole Goulart e a Secretária Nacional de Políticas dos Direitos da Criança e do Adolescente, Berenice Maria Giannella.

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